arte/cultura

Um breve resumo da pesquisa do Manual da Epilepsia e as referencias bibliográficas e algumas curiosidades sobre o tema.Acima, foto de Karolyna Resende e pintura artística de Gabi Lut, Querendo saber mais e ter acesso ao conteúdo completo de textos, pesquisas, palestras ou exposições..entre em contato que envio por email. Abraçosss

Manual Falando de Epilepsia

O que é epilepsia?
A epilepsia é um distúrbio da atividade elétrica do cérebro que causa crises epiléticas decorrentes. Existem vários tipos e graus de epilepsia. Na maioria dos casos, são tratados através de medicações, em alguns casos é viável fazer cirurgia, para melhorar a qualidade de vida.

Segundo Dr. Drauzio Varella, A epilepsia é tão antiga quanto a espécie humana.
Um dos mais antigos relatos sobre epilepsia está contido num manuscritos da época babilônica., datados por volta de 2000 AC, de forma detalhada, está registrado diferentes ataques de epilepsia., outros relatos podem ser encontrados em textos médicos do Antigo Egito.

Fonte: Associação brasileira de epilepsia
Enfatiza a natureza sobrenatural da epilepsia, com cada tipo de crise, associado com o nome de um espírito ou Deus, normalmente, do mal. O tratamento era apenas de forma espiritual.

A relação acima, estigmatizou a sociedade ao longo de séculos e gerou a falta da informação e um grande tabu sobre este tema de saúde pública, somando com a falta de profissionais preparados.
Fontes bibliográficas: artigos da Dra Elza Marcia Yacubian, revista neurociência e (ABE) associação brasileira de epilepsia
Podemos dizer que uma boa parte da vida do portador e de seus familiares, fica focada em estabilizar o paciente.
No mundo, aproximadamente 50 milhoes de pessoas tem epilepsia.
A epilepsia é o distúrbio neurológico mais comum na infância, cerca de 50% das crianças apresentam este quadro antes dos 5 anos de idade. Fonte OMS
As crises focais são as mais comuns, E nos países subdesenvolvidos, há mais indícios de pessoas com este diagnóstico,
Dados da OMS:

Passagem bíblica

Os países que tem forte influência cultural pela igreja, o clero, salvo o Estado (país) de Portugal, são os que mais sofrem com o preconceito e estigma, devida passagens no livro sagrado, a Bíblia, em Marcos 9:14.29, apenas é citada a importância da fé para curar um epilético, e é enfatizado que o menino estava possuído pelo mal., mesmo havendo estudos de aproximadamente 460-375 AC, segundo trecho da monografia de Hipócrates, que a epilepsia é um distúrbio neurológico, fato que passou despercebido por gerações e gerações…Ou seja, a interpretação no Livro Sagrado sem base em estudos científicos colaboraram com o forte estigma até os dias atuais.

Como mudar este quadro?

Acredito que já estamos avançados através de pesquisas e artigos, mas para a conscientização na população, precisamos de algumas demandas, cito a mais principal, a educação e debater temas educacionais nas escolas.
Enquanto isso, campanhas de conscientização no calendário anual, eventos e o apoio da mídia em divulgar este tema, encurtarão o caminho para alcançarmos o objetivo.

Política:

A política, nossos governantes e a democracia, tratam dos interesses do povo, então é nosso dever cobrar campanhas e projetos em prol a epilepsia, pressionar e apresentar propostas aos políticos e mostrar o quão importante são as pesquisas, nossas demandas, o preconceito e a conscientização social.
Podemos nos expressar de diversas formas para alertar a sociedade, como:
Exposição de trabalhos artísticos, propaganda, campanhas/eventos educacionais ao longo do ano e debates sobre o tema envolvendo: formadores de opinião e especialistas, e através de políticas públicas, praticando nossa cidadania., pois se ausentar da política é o mesmo que alienar a população, ficando assim, refém dos governantes e de seus interesses.

Possíveis fatores:

Pode estar relacionada a hereditariedade, traumatismo na cabeça, infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose (“ovos de solitária” no cérebro), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, etc. Às vezes, algo que ocorreu antes ou durante o parto. As causas que deram origem à epilepsia muitas vezes não são identificas encontrando-se em alguns casos “cicatrizes” cerebrais de causa ignorada.

O que fazer?….,Epilepsia, não é coisa de outro mundo, mantenha a calma. Observe o quadro abaixo e conheça os procedimentos básicos.

Uma crise convulsiva pode surgir através de diversos fatores, em qualquer indivíduo. Ex: febre muito alta, stress, um acidente na região do cérebro….

Bem estar:

A ioga e meditação são atividades recomendadas e através da arte, cultura, esporte, qualquer atividade para amenizar esta estrada tão árdua, ter uma boa qualidade de vida, elevar a alto estima e integração social.
Outras atividades físicas também beneficiam pessoas com epilepsia, como exercícios aeróbicos, segundo a pesquisadora da Unicamp Nathalia Volpato.

Crises convulsivas:

As convulsões não costumam demorar, entretanto fique alerta, conte quanto tempo durou a crise e tome cuidado com objetos cortantes ao redor da pessoa durante a convulsão.
Importante ressaltar que devido quedas bruscas, pancadas na cabeça, febre muito alta, stress e ao excesso de álcool, as pessoas podem ter convulsões, mas caracteriza-se com epilepsia, a partir do momento que as crises são decorrentes e a necessidade de controlar por medicamento.

1 Comment

  1. You have made some good points there. I looked on the net for additional information about the issue and found most individuals will go along with your views on this site.

Deixe uma resposta